The urban landscape of Mexico City has been the main subject of many Mexican films throughout the years, transforming the city into a character itself. The movie Güeros (dir. Alonso Ruizpalacios, 2014) is no exception, telling the story of four young people navigating the metropolis at a time of political and social turmoil in late 1990s Mexico. This essay discusses the intersection between three elements that construct the utopia these characters are looking for: the city, its sounds, and a former rock star. The main intention is to foreground the sounds of the city not as an accessory to the moving image, but as an integral part of the construction of the plot, drawing from R. Murray Schafer’s concept of “soundscape” (1979), as well as on Josh Kun’s (2005) and Brandon LaBelle’s (2010) discussions around space and sound. The film is shot in black and white in an effort to tell a tale of dualism, one that insists on constructing otherness through opposition, primarily as it relates to the urban. By following the binary gesture first presented by the chiaroscuro, this essay argues that silence opens up a possibility for intimacy as opposed to a deafening environment that engulfs the inner worlds of its inhabitants. The search for a home is framed by aural elements that resist the regime of noise that characterizes the city. I propose a counterintuitive analysis that unpacks the symbolic charge of these narrative elements as they tell a parallel story that may not be portrayed in purely visual terms.

A lo largo de los años, el paisaje urbano de la Ciudad de México ha sido el tema principal de muchas películas mexicanas, haciendo de la ciudad un personaje en sí mismo. La película Güeros (dir. Alonso Ruizpalacios, 2014) no es la excepción. Cuenta la historia de cuatro jóvenes que se mueven por la urbe capitalina en un momento –fines de la década de 1990– de agitación política y social en el país. El presente artículo analiza la intersección de tres elementos que construyen la utopía que buscan estos personajes: la ciudad, sus sonidos y una ex-estrella de rock. Basándose en el concepto de “paisaje sonoro” de R. Murray Schafer (1979) y el trabajo de Josh Kun (2005) y Brandon LaBelle (2010) sobre el espacio y el sonido, se resaltan los sonidos de la ciudad no como un accesorio de la imagen en movimiento, sino como una parte integral de la construcción de la trama. La película se rodó en blanco y negro a fin de contar una historia de dualismo que construye la otredad a través de la oposición, principalmente en lo que se refiere a lo urbano. Siguiendo el gesto binario presentado por primera vez por el chiaroscuro, este artículo mantiene que el silencio abre una posibilidad para la intimidad en oposición a un entorno ensordecedor que engulle los mundos internos de sus habitantes. La búsqueda de un hogar está enmarcada por elementos sonoros que resisten el régimen de ruido que caracteriza a la ciudad. Propongo un matizado análisis, que revela la carga simbólica de estos elementos narrativos, los cuales, a su vez, cuentan una historia paralela que no puede contarse en términos puramente visuales.

A paisagem urbana da Cidade do México tem sido o tema principal de muitos filmes mexicanos ao longo dos anos, transformando a cidade em um personagem em si. O filme Güeros (dir. Alonso Ruizpalacios, 2014) não é exceção, contando a história de quatro jovens navegando pela metrópole em um momento de turbulência política e social no México do final dos anos 1990. Este ensaio discute a intersecção entre três elementos que constroem a utopia que esses personagens buscam: a cidade, seus sons e um ex-rock star. A intenção principal é colocar em primeiro plano os sons da cidade não como acessório da imagem em movimento, mas como parte integrante da construção do enredo, partindo do conceito de “paisagem sonora” de R. Murray Schafer (1979), bem como nas discussões de Josh Kun (2005) e Brandon LaBelle (2010) sobre espaço e som. O filme é rodado em preto e branco em um esforço para contar uma história de dualismo, que insiste em construir alteridade através da oposição, principalmente no que se refere ao urbano. Seguindo o gesto binário apresentado primeiramente pelo chiaroscuro, este ensaio argumenta que o silêncio abre uma possibilidade de intimidade em oposição a um ambiente ensurdecedor que engole os mundos internos de seus habitantes. A procura de um lar é enquadrada por elementos aurais que resistem ao regime de ruído que caracteriza a cidade. Proponho uma análise contraintuitiva que revela a carga simbólica desses elementos narrativos ao passo que contam uma história paralela que pode não ser retratada em termos puramente visuais.

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