This essay examines how migrant/refugee youth from Central America use their bodies as part of collaborative performances in which they narrate their experiences as social actors within the context of the so-called “child migrant crisis.” In Arte Urgente (Urgent Art) workshops organized by Caleb Duarte with students from Fremont High School’s Newcomer Education Support and Transition (NEST) Program, they created performances in which they staged a response to the structural conditions that compelled them to migrate and that shaped their everyday lives. The emphasis on performance resonates with the experience of these young people, who have to act, perform, and consciously play to a variety of specific audiences starting from the time they leave home. In addition to these performances, they also created a public artwork, the Embassy of the Refugee, in which they enact a performative agency, rather than seeking recognition from the US settler state. Although these migrant/refugee youth are for the most part excluded from having political agency within the process of applying for asylum, I argue that through their artwork they imagine other possibilities for themselves and for others outside the purview of state policies.

Este ensayo examina cómo determinados jóvenes migrantes o refugiados centroamericanos utilizan sus cuerpos como parte de performances colaborativas en que narran sus experiencias como actores sociales en el contexto de la llamada “crisis de los niños migrantes”. En los talleres de “Arte Urgente” que Caleb Duarte ha organizado junto con estudiantes del Newcomer Education Support and Transition Program (traducido: el programa de apoyo educativo y transición para recién llegados) de Fremont High School (escuela preparatoria Fremont), se han realizado actuaciones que constituyen una respuesta artística a los sistemas sociales que obligaron a los jóvenes a migrar y que siguen condicionando sus vidas cotidianas. El concepto de la actuación les resulta familiar a estos jóvenes, que, desde el momento en que inician su viaje hacia el norte, se ven obligados continuamente a cambiar su manera de comportarse y presentarse, a fin de proseguir su camino pese a encontrarse en circunstancias y ante interlocutores siempre cambiantes. Además de estas actuaciones, los jóvenes también crearon una obra de arte pública, “La Embajada de los Refugiados”, en la que representan una agencia performativa, en lugar de buscar el reconocimiento de un estado colono, los Estados Unidos. Aunque a estos jóvenes migrantes o refugiados se les suele negar toda agencia política en el contexto de sus respectivos procesos de solicitud de asilo, se mantiene en el presente artículo que ellos, gracias a sus obras de arte, logran imaginar nuevas posibilidades (tanto para sí mismos como para otros) que no dependen de políticas estatales.

Esse ensaio examina como jovens migrantes/refugiados da América Central usam seus corpos como parte de performances colaborativas em que narram suas experiências como atores sociais dentro do contexto da chamada “crise de migração infantil”. Nas oficinas de Arte Urgente organizada por Caleb Duarte com estudantes do Programa de Apoio e Transição à Educação de Recém-chegados (NEST) da Fremont High School, eles criaram performances nas quais encenaram uma resposta às condições estruturais que os obrigaram a migrar e que moldaram suas vidas cotidianas. A ênfase na performance ressoa com a experiência desses jovens, que têm que atuar, performar e conscientemente encenar para uma variedade de públicos específicos a partir do momento em que saem de casa. Além dessas performances, eles também criaram uma obra de arte pública, a Embaixada do Refugiado, na qual eles põem em prática uma agência performativa, ao invés de buscar reconhecimento do estado colonizador dos EUA. Embora esses jovens migrantes/refugiados sejam, em sua maioria, excluídos da atuação política no processo de solicitação de asilo, defendo que, por meio de suas obras, eles imaginam outras possibilidades para si e para os outros fora do âmbito das políticas estatais.

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